terça-feira, 4 de junho de 2013

Apple, a queda de um império

Nas décadas de 2000 e 2010 a Apple se tornou um império tecnológico graças a análise de mercado, recorte de público alvo, publicidade e desenvolvimento tecnológico.

Sua estratégia era pautada em um equipamento de ótima qualidade, design clean e arrojado, boa usabilidade, gadgets únicos e culto ao líder.

Pois bem, o líder morreu e não houve substituto e os gadgets não são mais únicos.

Os demais itens da estratégia continuam, mas de que vale um equipamento assim se, por um valor próximo, tenho na concorrente um equipamento com os mesmos elementos e que aceitam mais formatos e me dão mais liberdade de ação?

As eras iPod, iPhone e iPad ficaram para trás com a entrada de grandes players no mercada, os quais oferecem ótimas opções, para várias culturas e bolsos.

Muito se diz da Apple como grande empresa na bolsa, mas é bom lembrar que, para a empresa, a bolsa só tem vantagem quando ela vende suas próprias ações. A partir daí, o que acontece na bolsa tanto faz. É a relação faturamento/custo e a quantidade de vendas que mantem a empresa.

E o que a Apple tem? Menos de 10 produtos. iPod, iPad, MacBook, Mac e iPhone, roteador sem fio e alguns assessórios com poucas opções em cada uma dessas? A grande maioria de alto custo financeiro e pouca interoperabilidade com outros sistemas?

A Apple sempre teve a intenção de vender muito para poucos, e se mantém fiel a isso. Isso não seria um problema se ela tivesse a capacidade de manter as pessoas interessas em seus produtos. Porém, isso acontecia lançando produtos únicos ou, ao menos, que fossem os únicos que funcionassem bem em um determinado ramo.

Mas seu último lançamento assim foi o iPad, e isso fazem mais de 3 anos! Agora fala no iWatch. Mas, vejam, a Sony tem o seu SmartWatch, que sincroniza com todos os seus smartphone e inúmeros smartphones que rodam Android de várias concorrentes. Então ela faria o que? Um óculos conectado? Algo como o Google Glass?

Se a Apple não se apressar e lançar algo único, que só ela tem, seu império tecnológico ruirá e ela se tornará, na melhor das hipóteses, apenas mais uma empresa a oferecer um bom equipamento.
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